O Guia do Mochileiro das Galáxias (Volume I) - Douglas Adams

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Arthur Dent é um cara normal, inglês, simpático, e com a casa prestes a ser demolida para que um desvio seja construído no lugar. Não bastasse esse infortúnio em plena quinta-feira de sol, seu amigo Ford Prefect ainda aparece para dizer com bastante convicção que o mundo vai se acabar dali a alguns minutos e é melhor eles se apressarem se quiserem ter uma chance de sobreviver em um outro planeta. 

Ford Prefect definitivamente não é uma pessoa normal. Não por aparecer com essa história de fim do mundo – ele estava certo! –, mas por ser um alienígena vivendo disfarçado na Terra. Para quê? Para uma pesquisa de campo da sua nova edição de O Guia do Mochileiro das Galáxias, uma espécie de Wikipédia dos Universos.

Quando o planeta que Arthur Dent tanto conhece e tanto gosta realmente se reduz a nada, ele e Ford vão parar em uma nave no meio do espaço e a partir daí as aventuras não param mais. De nave em nave, de planeta em planeta, os dois ainda esbarram em robôs mal humorados, ratos falantes, criaturas esquisitas e na busca pela resposta à questão fundamental sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais. 

Ainda que você nunca tenha lido O Guia do Mochileiro das Galáxias, assim como eu até aqui, com certeza já ouviu falar. Como leiga em ficção científica, fiz umas pesquisas e descobri que além de ser um clássico do segmento, esse livro ainda é uma grande referência para a cultura pop (aparentemente todo mundo sabia disso, menos eu, mas ok). O que significa que essa resenha será mais direcionada para outros leigos que de repente se interessarem pelo assunto, pois acredito que para os fãs da saga ela pouco acrescentará não é mesmo?

Apesar de tratar sobre temas intergalácticos, alienígenas, naves espaciais e computadores superinteligentes, esse é um livro de comédia. De comédia de verdade, então não duvide que se pegará dando gargalhada das frases bem elaboradas por Douglas Adams. E o melhor: comédia com crítica, sarcasmo, piadas sobre política, burocracias da modernidade, arte, poesia. Você ri dos absurdos e nem se lembra que passa por eles todos os dias no mundo real.

É verdade que os acontecimentos não seguem uma linha lógica, tudo parece ser aleatório e não fazer sentido nenhum. Mas talvez essa seja a graça maior do livro. Nos tirar da rotina cansada e nos fazer viajar pelos confins do Universo. Nesse primeiro volume, por exemplo, Arthur Dent começa e termina o dia (dias terrestres, importante frisar) com a roupa que deitou na lama para impedir que o trator passasse por cima de sua casa. 

O prefácio diz que você não precisa entender de física nuclear para gostar do livro, mas se entender conseguirá pegar algumas sacadas da área no ar (claro que eu não peguei nenhuma). Mas ainda que não seja sua praia, a leitura é leve e divertida. As frases e os capítulos são curtos, o autor não perde muito tempo descrevendo os cenários pois o importante são os diálogos engraçados e as situações inusitadas que os personagens irão encontrar. 

Esse é o primeiro da Trilogia de Cinco (sim) e sem dúvidas lerei os outros, ainda que não saiba nada de ficção científica. Histórias simpáticas e dispostas a nos carregar para outra dimensão certamente me atraem.


Sobre o autor
Douglas Adms foi um escritor, roteirista e humorista inglês que ficou conhecido pela saga O Guia do Mochileiro das Galáxias. Também desenvolveu roteiros para as séries Monty Python e Doctor Who. Apesar de ter finalizado os cinco livros da saga, Adams era conhecido por detestar deadlines e sempre adiar a entrega de trabalhos. O autor morreu em 2001, aos 49 anos de idade, devido a um ataque cardíaco.


Título: O Guia do Mochileiro das Galáxias
Editora: Arqueiro
Ano: 2010
Páginas: 156
Avaliação do Skoob: 4.3
Avaliação do Blog: 3.0


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