Um Amor de Cinema - Victoria Van Tiem

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O que fazer quando você tem um noivo perfeito, está prestes a se casar, e um amor do passado surge repentinamente para balançar seu coração? Não bastasse essa confusão amorosa, Kensington ainda precisa lutar para manter seu emprego, lidar com a falta de atenção da família e encaixar sua história dentro dos roteiros de cinema que rodeiam sua vida.

Kensington Shaw, ou simplesmente Kenzi, é uma mulher beirando os 30 anos, inteligente, bonita, bem-sucedida, apaixonada por arte e cinema. Ela está noiva de Bradley, um colega de trabalho bonitão, gentil e caidinho por ela. Aparentemente é o cenário perfeito para a felicidade, se não fosse Ren, a cunhada centro-das-atenções de sua casa, e a constante sensação de que falta algo mais.

Mas o que falta para uma mulher com tantos elementos favoráveis? Talvez Um Amor de Cinema

Quando Kensington recebe a notícia de que seu emprego está ameaçado pela situação financeira da agência onde trabalha, e que só um grande contrato pode salvá-lo, ela se prepara para convencer um cliente importante de que a sua empresa é a certa para tocar seu negócio: um restaurante com a proposta de agregar um cinema à boa gastronomia. O que ela não sabe é que esse cliente é seu ex-namorado Shane.

Shane foi o primeiro amor de Kensington, um amor que começou na faculdade e teria tudo para ser próspero se ele não a tivesse traído e depois se mudado para outro país. Apesar dos sete anos que se passaram, ela ainda sente a mágoa desse término doloroso. Tudo fica ainda mais difícil quando Shane tenta se aproximar, com seu charme característico, e ela, ao tentar fugir, lembra-se de que precisa dele para continuar empregada. Afinal, uma grande festa de casamento precisa de dinheiro para ser produzida.

Em troca do contrato, Shane propõe algo curioso: ele e Kensington precisam reproduzir cenas de dez filmes (dez comédias-romântica que não por acaso marcaram o relacionamento deles dois) e através dessa experiência construir o cenário do restaurante-cinema que ele está montando. Ou isso, ou nada. Kensington está em apuros, pois ao desenrolar desta ideia seus antigos sentimentos vem à tona e Shane está disposto a reconquistá-la e dar-lhe um romance como os dos filmes que ela tanto gosta.

Antes de mais nada gostaria de deixar meu parecer sobre comédia-romântica literária: prefiro em filmes. Por que? Não que eu não goste, muito pelo contrário, mas pelo simples motivo de que as comédias-romântica são todas iguais, e o que difere uma das outras, na minha opinião, são os atores, a trilha sonora, os cenários, etc. Esse tipo de elemento não é perceptível nos livros. Neles temos a mesma receita de bolo batida e levada ao forno para crescer. E em Um Amor de Cinema não é diferente. Kensington é a moça com uma vida aparentemente ideal, comprometida com um carinha legal e com uma paixão platônica pelo outro cara que não parece bom, mas que do meio do final fica apaixonante. 

E quando eu friso do meio para o final quero dizer que até o meio a narrativa é bem enfadonha. Começando pela constante carência de atenção que a protagonista sofre ao achar que sua família liga mais para a gravidez da cunhada do que para seu próprio casamento. 

A coisa toda só começa a ficar minimamente interessante quando a amiga vira iniamiga e então surge uma antagonista bem mal construída, mas que estava lá para fazer seu papel de vilã. Aliás, todos os personagens foram mal elaborados. Senti falta de saber mais como eles são, de onde vieram, como chegaram até lá, e por que agem como adolescentes o tempo todo. Ok, a ideia de colocar os filmes que todo mundo viu e adora foi interessante, porém o modo como eles foram inseridos na história foi ruim. Shane e Kensington tentando reproduzir as cenas foi tão piegas e mal narrado que me perguntei por que a autora não construiu logo as personagens no ensino médio, como acontece em Namorado de Aluguel – que não é lá essas coisas, mas pelo menos suas ações têm mais sentido por eles terem 16 anos de idade e não 30.

Além disso, o combinado foi reviver os 10 filmes para só então o contrato ser assinado e Kensington manter seu emprego. No fim das contas, só metade dos filmes da lista apareceram e pra mim isso não fez muito sentido também. 

Mas como sempre acontece quando eu acho um livro péssimo, fica aqui no último parágrafo um ponto positivo garimpado com muito suor: a referência dos filmes é legal durante a leitura e tenho certeza que um, ou mais de um, está na sua lista de comédias-romântica preferida. Eu encontrei De Repente Trinta e Três Vezes Amor. E vocês?


Sobre o autor
Victoria Van Tiem é escritora, artista, faixa preta, mãe, esposa e cuidadora relutante de um porco barrigudo, Pobby. Quando não está escrevendo, bancado a motorista de seus filhos adolescentes ou mantendo o porco longe do jardim dos vizinhos, Victoria se entrega a seus dois passatempos favoritos: um bom livro e filmes românticos.



Título: Um Amor de Cinema
Autor: Victoria Van Tiem
Editora: Verus
Ano: 2014
Páginas: 294
Avaliação do Skoob: 4.2
Avaliação do Blog: 1.0

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